Rio nas altura por Nilo Lima

RIO CARNAVAL

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Agonia de um ser


A AGONIA DE UM SER


CHORA A MADRUGADA NO SERENO GRITANTE
CHORA OS RESTOS DA NOITE DEIXANDO MARCAS
MARCAS QUE SERÃO APAGADAS PELA LAVADA MANHÃ
ESCONDEM AS ALEGRIAS NO CHORAR DOS COPOS
LARGADOS, DIGITALIZADOS POR MÃOS EM FUGAS

CAÍDOS PELO CHÃO RESTO DE FUMAÇA
NA QUEIMA ANGUSTIANTE DE UM CIGARRO
SUGADO NERVOZAMENTE NUM RESTO DE SAUDADE

CADEIRA VAZIA, MESA ESQUECIDA,
RESTO DE MAIS UMA PASSAGEM
PELA VIDA SOLITÁRIA DE UM SER CARENTE
DE UMA ANGUSTIA MARCANTE, DE UM DESESÊSPERO INCONTIDO
DE MAIS UMA ESPERANÇA FERIDA EM AGONIA

O CAMINHAR SE PROCEDE
UM BALANÇAR DO CORPO, UM VAI E VEM DESORDENADO E INCERTO,
UMA VOLTA SEM SOLUÇÕES
UM SER QUE CAMINHA SEM DESTINO

A NOITE SE TORNA DIA
UMA NOVA NOITE SE APRONTA
UM NOVO LUGAR EM UMA MESA O ESPERA

MAIS COPOS SUADOS,
MAIS ESPERANÇAS REINTEGRADAS
MAIS UM ROLAR DE CANÇÕES
MAIS SENTIMENTOS MACHUCADOS
MAIS SOLIDÃO
MAIS SILÊNCIO
MAIS FUGA
MAIS ABANDONO

O OMBRO DE UM HOMEM SE DESCORTINA
PARA UMA MULHER CARENTE E SOLITÁRIA
MAS O MÊDO NELA SE APOSSA
E ESSE OMBRO É TOMADO POR QUEM MAIS NECESSITA.

mochiaro



Um comentário:

  1. Cláudia Campello-MT16 de outubro de 2010 05:02

    as vezes basta um ombro amigo para que sintamos nossa alma em deleite de prazer.

    dificil é achar.
    amei o poema...adoro vc,bruxo!

    bjsssssss

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