Rio nas altura por Nilo Lima

RIO CARNAVAL

domingo, 25 de março de 2012

Minha arte


Pintei-a em aquarela
Na sutileza e deslize do pincel
Cuidadosamente e sem erros.

Risquei sua imagem
E borrei seus e meus desejos.

Pintei-a em aquarela

Emoldurei em prisão
Para que os anos me fizesse
Protetor e proprietário
Dessa obra de arte

Mas a arte se fez presente
Não somente a mim, mas...
A outros causando admiração


Para te dar liberdade
Retirando a moldura
Fiz-te viajar

E a mim ficou...
Um fundo vazio
Numa parede dentro de mim

O vazio é uma presença ausente, coberto
“De um cheio de nada”

mochiaro

terça-feira, 20 de março de 2012

A madrugada me traz felicidade


Madrugada...
Momentos em reflexão
madrugada... Que me desperta em procura
madrugada das noites em arraste
madrugada onde correm desejos.


Sentando na cama
bem ao lado onde você medita em sonhos
vendo seu peito arfar e...
Um leve e lindo sorriso a correr em seus lábios
borbulhando sonhos preciosos.

Aproximo-me de seu rosto sem tocá-lo
sentindo o perfume que
exala de seu corpo
e em torturas me embriago em tonturas.

És doçura
és bonita
és a mais rica das preciosidades que Deus criou
és mulher
é toda minha

“busco ao contemplá-la onde os ponteiros vagarosamente percorrem o tempo, uma imagem una nesse quarto iluminado pelo luar” •

mochiaro

domingo, 18 de março de 2012

Noite vazia, presença constante





A noite vazia sem brotar esperança
Numa perdição sem nada ter feito
Arrasto-me em torturante agonia
Vendo a luz da lua em raios desfeitos.


O dia sem valores aponta,
Uma réstia de sonolência me apodera,
Prossigo em meditações vagantes
Toco, remexo meu ser em desalinho.


Vou arrancar o aloquete desse baú,
Revirar mexer procurar em suas profundezas,
Um rasgo de papel, um resto de teu cheiro
Ao anotar em letras chorosas pingadas,
Te amo, te gosto, voltarei.


Uma respiração ofegante me fez despertar,
Estava sonhando em negativas lembranças
Mas seu corpo presente me acolhia
Santo Deus! Um anjo ao meu lado dormia.


Sorri em meus lábios em sussurros,
Beijei o ar envoltório
Suguei seu gosto, absorvi seu cheiro
E voltei me acolher
No calor que somente você me faz receber

“Mendigo sim! Na caridade de seu amor”