Rio nas altura por Nilo Lima

RIO CARNAVAL

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Calmaria



Quero misturar ao mundo
a minha imensidão

levar meu grito
ao coração mais vazio
e ecoar na surdez deste alguém
novos valores

quero dançar nos sorrisos largos
dos olhos de um grande amor
e ninar meus sonhos
na inquietude de um dissabor

quero acalmar meu coração

dividir os meus caminhos
margear de flores o rio que sou
e encontrar a calmaria

na luz dos olhos de Deus!


Rosane Oliveira



quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Mudei!


Despeço-me
de um caminhar de ponta-de-pés
onde rastros pela metade
e marcas de muitas quedas
extirparam toda a doçura.

Às suas margens
deixo muito de mim!

Às minhas margens
trago muito deste caminhar...
lágrimas,
sorrisos,
amores e dissabores...
peças para compor um novo momento!

Mudei!
Metamorfose imposta!

Engavetados os sonhos
esquecidos os desejos
eis-me a beira de um caminho novo!

A realidade bate a porta...
nua, crua
e munida de avareza...castiga!
Astuta e exigente...aflora novos sentimentos
e semeia novos valores
impondo-me um novo "eu"
uma nova essência...
limpa,
verdadeira
...e vitoriosa!

Rosane Oliveira

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

E como és!

Intensa//E como és!

Gosto dos excessos//a extravasar pelas bordas
das cores vivas//num arco-íris intenso
dos sentimentos fortes//a marcarem minha presença
e dos sorrisos largos.//a correr de lado a lado

Sou intensa//e como sinto em freqüência
e frágil//no mais puro cristal
atrevida//malcriada como gosto
e pés no chão//na firmeza de seus atos

mas qdo amo//me perco no seu rumo
crio asas//na dimensão de sua força
e nesta entrega//ao sacudir os ares
sou imensidão //num total domínio
sou apenas coração...//em sangramento interior

Rosane oliveira//Mochiaro

Intensa


Intensa

Gosto dos excessos
das cores vivas
dos sentimentos fortes
e dos sorrisos largos.

Sou intensa
e fragil
atrevida
e pes no chao

mas qdo amo
crio asas
e nesta entrega
sou imensidão
sou apenas coração...

Rosane oliveira


Bocejei




Num espaço vazio
Antevi um cheio em presença.
Talvez o sopro de meus sonhos.
Sonhos... que sonhos!

Foi um despertar louco,
Num bocejo agudo e longo,
Aspirando profundo,
De dentro de meu ser,
Uma lembrança escondida.

Foi um momento acordado
Revendo suas linhas
Na foto que você um dia enviaste
Mirando-me...
No controle eterno de meus atos.

O tempo passa
Um ano se finda
Uma esperança se renova
E essa foto um dia
Sairá da moldura,
Em presença marcante
Num vazio/cheio.

mochiaro

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Lágrimas



Vi você se afogando
Vi você lacrimar
Em gotas seqüenciais
A correr pelo seu rosto

Vi você se afogando
Não sei se de tristeza
Ou de tamanha alegria

Vi você se afogando
E sussurrei ao seu ouvido
Palavras que emprestado tomei
De um poeta desconhecido

“Se alguma dor te atormenta
E por isso choras tanto
Vem a mim experimenta
Eu farei cessar teu pranto
Mas, se choras mesmo quando
A vida risonha te apraz
És bonita assim chorando
Pedirei que chores mais”

mochiaro

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Mordida


MORDIDA

Mordi os lábios
Sei la como!
Com isso lembrei das pequenas
Mordidas labiais que em seu corpo
Marquei.

Como foi bom recordar
Os momentos ofertados e aproveitados
Ao tocar sua pele e nele tatuar o desejo
Em marcas de sangue
Ao realçar na pele branca
A assinatura em presença

Hoje a tatuagem sumiu
O desejo ficou,
Vou morder minha imaginação.


mochiaro

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Antes...


Arrependida
desejo um caminho qualquer
que apenas me leve pra longe
sem data de volta
sem ponto de parada

como um barco sem ancoradouro
sem destino
deixando o passado nas ondas
e fugindo do futuro

antes,
havia brilho nos olhos
a luz era um sorriso
que quase nunca se escondia

antes,
os pensamentos eram doces
adormecer era um prazer
igual abrir os olhos ao amanhecer

e o futuro era ansiosamente esperado

amanha
espero apenas estar errada!

Rosane Oliveira

domingo, 20 de novembro de 2011

quinta-feira, 17 de novembro de 2011




Aguada

Hoje,
vi o teu sorriso em outras bocas.
Nos olhares atrevidos,
também vi os olhos teus
...Imensa era a vontade,
de perder-me em teus sentidos!

No balançar do vento,
meus cabelos reclamam os carinhos teus,
meus pensamentos se reviram,
tal qual redemoinhos...

e sinto o seu cheiro
na febre dos meus desejos!

É a saudade,
sussurrando baixinho,
o estalar dos beijos teus!
deixando-me assim...
“aguada”,
“insana”,
Tomada de amor!

Rosane Oliveira

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Saudade

Entrou sem permissão
preguiçosa, se assentou
antes que eu pudesse dizer não
entre os meus lençóis, esgueirou-se.

Invasiva, tomou posse,
aflorou lembranças,
erupcionou feridas
e provocou respostas.

Causou dores,
gerou duvidas,
questionou decisões,
tirou do eixo meu coração!

Depois acalmou-se,
seu amargor docificou-se,
deixou no ar um cheiro de orvalho,
entorpecente,
envolvente,
e eu, carente,
aninho-me na astucia desse sentimento
e adormeço!

Rosane Oliveira

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Basta-me

Amor extinto? Que nada!



Nesse amor bandido,
No corrido suores,
Na brisa enviada,
Refresca o meu coração

Ouça?
Nesses ouvidos atuantes
O desejo murmurante a cochichar

E...,
Nesse extrato concentrado
De Perfume de Mulher
O teu cheiro corrido nos ares
Embriaga-me e...
Como gosto!

Despertando-me em arrepio
Nesse jeito maluco de amar
Que tu escondes
E a mim somente oferece
Em reavivar um presente/passado

mochiaro

domingo, 13 de novembro de 2011

Amor extinto

Sinta...
A brisa a lhe tocar!
Ouça...
meus desejos
a lhe soprar o ouvido...
E o meu cheiro
A despertar-te pra vida,
Num jeito de amar
Que não se usa mais!

Rosane Oliveira

Invadida

E o vazio se instalou...
Tomou posse,
Incorporou!
Feriu,
Incizou,
Abriu crateras purulentas,
Sem importar-se
Com o vermelho que lhe tingia,
Ou com o salgado liquido que lhe banhava...
E pra mim sorria,
Enquanto roubava o que me preenchia!
Enquanto expulsava aquele que me fazia feliz!
Arrancou em crua carne o meu amor!
Tomou-me sem permissão,
Instalou-se em fria invasão...
Riu da minha dor!
Sem nenhuma flor,
No vazio instalado,
Velou o meu amor...
Sobre o vermelho esparramado!

Rosane Oliveira

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Lembrando-te


Dueto: mochiaro x Rosane

Lembrando-te

Enquanto chora o violão, // NA BATIDA DE UMA NOTA SÓ
viajam os meus pensamentos, // EM FREQUÊNCIAS ALTERNADAS
na busca incansável dos beijos teus!// TAL NOTAS CORRIDAS SENSUAIS

Onde andará o amor meu? // NESSA BUSCA INCANSÁVEL
Quão longínquos e tortuosos //OSCILAM EM MIM A INCERTEZA
os caminhos que te levam de mim! // OFUSCAM SUA VISÃO

Porque foges dos meus olhos, // QUE GRITAM EM FAROIS
mas deixas o teu cheiro pelo caminho // NAS FLORES CAÍDAS EM REVOLTA
a torturar a minha saudade? // EM SINFONIA INACABADA

Onde andas luz dos meus olhos? // CARENTE NA NEGRITUDE QUE ME APODERA

Silenciaram os meus versos, // NA ÚLTIMA NOTA
emudeceram os meus gritos, // NAS CORDAS VOCAIS ENRIJECIDAS
meus passos estão cansados // NA ESPERANÇA VENCIDA
apenas sua ausência é latente // PRESENTE NUMA NOTA SÓ
E choro eu, acompanhando a solidão do violão! // MEU ÚNICO E AMIGO SERESTEIRO

Rosane Oliveira

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Ilusões perdidas



Em cartas embaralhadas
jogarei esse jogo
nessa mesa da vida

Em não fechar
sem acerto
sem vitórias

No convite a mesa
sabe que acontece
em gotejo angustiado
em fechar essa série

De uma e somente uma
de tomá-la anterior
oferecidos, deixados
e não aproveitado.

Nessa mesa da vida
em restos jogados
em pedaços divididos
ao fechar o jogo perdido

mochiaro

sábado, 13 de agosto de 2011

Em Dormidas


Busca um olhar

Deitando em dormidas silenciosas
em marcas agendadas descumpridas

Acovardado

Em calafrios tormentosos
Em silêncio e solidão

Em deslizes contínuos
Em freqüências alternadas
Em graves e agudos
Em negativa presença

Amargo repugnante
Preenchimento em fuga
Em nuvens sombrias

Em pétalas sem vida
Acolhido em seus ninhos
A espera do sopro acudido

Em vida vazia
Indefinidos e disformes

Mas num tudo há esperança
Mas a fé enviará o calor
Irá renascer a esperança.

mochiaro

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Vertente


Vertente

Por mais que eu afastasse soprando
nessas gotas ansiosas em fios
em saudades comprimidas
profundo em busca de luz

Em gritos silvos
acolhida em tremores febril

Ao abraçar o vazio
Em vertentes sofridas

No espaço e no tempo
amassados em torturas
em esperança á encontrar

O remédio de minha paixão

mochiaro

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Valentia


Valentia

A valentia se aflora.
Um grito, uma decisão, uma atitude,
Em tudo isso, um demonstrativo apresenta.
Sou eu e somente eu!
Tenho poderes em mim,
E a obediência presente se faz

Maltrata, levanta a voz.
Mas muita coisa acontece.
E tudo inverte em mudanças
Quando a mulher que ele ama
Vai embora.

E o mais...
Seco e impiedoso
Uma criança apresenta
E o mais valente do homem

Chora


mochiaro

sábado, 30 de julho de 2011

Onde ?


Onde poderia deixar

Deixar meus sonhos,
Deixar bondades,
Lembranças, vontades...

Perfumar quem sabe
Os seus caminhos...
Plantar sombras na árvore da vida
Percorrer fios por fios do seu cabelo

Caminhei...
No passado em minha mente
Recordei as construções peça por peça
Acolhi na saudade
Perdi-me em direções.

Obreiro que fomos
Dividíamos as tarefas
Em tudo olho para minhas mãos
A vejo vazia

Famintas de seus beijos

mochiaro

sexta-feira, 17 de junho de 2011


Esquinas da vida

Encontramos esquinas
Deparamos com várias delas
Esquinas de negócios fixos ou não

Quatro delas em cruzamento aberto
Duas somente se deparando.
A direção pode ser uma reta
Ou forçar uma mudança.

Ali se planta momentos
Ali negócios de fixam;
Ali negócios se fazem.

Mas em todas encontramos motivos,
Caminho da vida
Negócio da vida

Uns passam e não param;
Outros param e entram no negocio...
Da esquina;

Muitos fazem na própria esquina,
A vida do seu negócio,
Que tem tempo e hora marcada.

A vida tem muitas esquinas;
Que nem sempre são tomadas em si.
Uma passagem somente,
Uma lembrança,
Uma recordação.
...
...

A vida numa esquina
Uma esquina da vida.

mochiaro

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Sim ou Não


SIM ou NÃO


Ao dizer um NÃO formulo uma negação
Ao dizer um SIM afirmo uma aceitação

Será que o NÃO negaria tudo no sentido exato?
Claro que NÃO!
Ao dizer, por exemplo, um NÃO VOU
Estou negando para quem me ouve
Mas é uma afirmação do SIM
Pois a mim satisfaz esse desejo

Quando afirmo VOU SIM,
Estou afirmando a outrem
Um desejo de agrado
Porém incoerente a minha real vontade

O NÃO nos apresenta como SIM
E o SIM nos diz NÃO

Ao afirmarmos POIS SIM estamos dizendo NÃO
Ao afirmamos POIS NÃO estamos dizendo SIM

E nesse NÃO E SIM
Tomo sempre o cuidado de me expressar
Para quem eu quero bem
Com outras palavras de agrado
Ou melhor, com afeições, carinhos, afagos
Na mudez dos atos amorosos,

Não existe o NÃO
Não existe o SIM

mochiaro

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Metade de Almas


Metade de Almas

Ao dar um sinal de presença
Nesse universo mundo terra
Era para outra presença esperar
E nela outra metade juntar.

Trouxe pureza d’alma
Ao cobrir-me com as forças da natureza
Mata, água, fogo, vento
Em vulcão de energia.


Tempo foi contando tempos
Seres se aproximando; outros se afastando;
Numa prova de vontade e afirmação.
Noites serenas, dias tormentosos,
Marcas tatuadas no interior do Ser.

Mas a metade de outra alma
Outro momento vivenciava
Direções às vezes opostas e por vezes paralelas
Magnetizando uma aproximação.

Ambas as almas no tempo dos tempos
Carregadas de conhecimento e valores
Definidas, em nada esconder
Juntaram-se num elo,
Acordaram-se num desejo.

E um amor aflorou

As metades se acoplaram
Numa mistura homogênea
Onde a separação somente
A Deus pertencerá.

mochiaro

domingo, 29 de maio de 2011

Meditação


Meditação

Hoje eu entro no campo da meditação
Colho momentos presentes e passados
Semeio momentos futuros
Nessa terra adubada de amor
Rego com o choro da saudade
Aguardo o fruto da esperança
No perfume que se planta

E nesse meio rendo-me a natureza
Fértil e aconchegante
Onde moro envolvido
Pelos verdes verdejantes
Nos amarelos das flores
Beijadas pela sutileza de outras cores
A florir num todo meu sentimento explodido

E me sinto criado e criador
Onde me foi ofertado o dom da poesia
Livre como os pássaros gritantes

Criado pelo Grão Mestre a me ofertar o direito
De me pertencer ao meio poético
De tantos e tantos escritos
Num fervilhar de palavras em versos

Criador em ter emoldurado
Com a perfeição de artesão
Uma imagem sem par

A morar num reino encantado
Onde sou um eterno servidor
A cortejar seus encantos encantados

ONTEM, HOJE E O AMANHÃ

mochiaro

sábado, 28 de maio de 2011

Nada @ Tudo



Nada & Tudo

Pela manhã,
vi você sentada no sofá
com olhar perdido.
E diante de si,
uma mesa e sobre ela
um vaso com flores artificiais,
um jornal desfolhado,
umas revistas e um copo vazio.
Acima um quadro de natureza morta;
e, era tudo e ao mesmo tempo era nada.
Passei e voltei
outras tantas vezes diante de ti.
E, nas idas e vindas
ao mesmo lugar eu retornava voltando ao nada.
Ativando minha curiosidade
onde um tudo se tornara um nada
resolvi indagar.
Algum problema?
Nada... foi à resposta.
E o nada se tornou um tudo.
Levantou-se e foi dormir.


mochiaro

domingo, 27 de março de 2011

Minha Arvore




Minha árvore

Sinto-me uma raiz em força;
A cravar a terra em pontadas
A se acomodar nesse meio virgem
Um solo em esperança.

No tronco, derivações e coberturas
Enfrentando intempéries da natureza
Seja o causticante sol nascente
Seja a chuva em choro cantante

As folhas acobertam o calor
O frio de acolhimento
O verde da esperança
O alimento sugado no sereno da madrugada.

Sou e serei essa segurança
A montar uma rede em malha fina
A jogar toda uma certeza
Nesse interior em “pescada” de valores

Assim sou eu, na lua em dia nascente
No sol em dormidas madrugadas.

Sinto entrelaçado em mim o seu néctar
Sugo dele o alimento aos seus desejos.

Minha árvore da vida é você
Em me acolher em seu ser
E as raízes sou eu que te apoio
Nas mãos que Deus me concedeu.

Ao sentires necessidade de ter a mim
Senta e encoste-se ao meu tronco
Deixe fluir seu magnetismo pessoal
Nessa única e somente única
Arvore em nossa estrada da vida.

mochiaro

sexta-feira, 11 de março de 2011

Longe e Perto



LONGE E PERTO

O tempo é longo
e ao mesmo tempo é curto

Longo na espera
Da chegada de umas linhas
Gravadas com amor e carinho
Numa folha de um papel de carta.

Como é bom ver, sentir e colocar entre as mãos
Aquele simples envelope onde guarda dentre de si
Todo um amor encarcerado
Ávido por liberdade
Nem que seja condicional
Para penetrar no seu ser,
Através de seus olhos brilhantes de desejo.

Quanto é bom fugir de um teclado
Frio, onde em vez de carinho
Metralho os meus dedos
No encurtamento do tempo.

Quanto é bom
Pegar em uma caneta e desenhar
As letras cheias de momentos,
Cheias de lembranças
Cheias de saudades
Torturado pela distancia que nos separa

O TEMPO É LONGO E AO MESMO TEMPO É CURTO
Dizia eu...

Prefiro o Longo
Na composição da carta
Na marca de meus dedos
Onde seus dedos irão tocar
Na corrida ao correio
Na colagem do selo
No desejo de boa viagem...

Na imaginação de sua alegria
Ao vê-la chegar...

Quando carteiro chegou
E teu nome gritou
Com uma carta na mão
Ante surpresa tão rude
Não sei como pude chegar ao portão...

mochiaro