Rio nas altura por Nilo Lima

RIO CARNAVAL

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Metade de Almas


Metade de Almas

Ao dar um sinal de presença
Nesse universo mundo terra
Era para outra presença esperar
E nela outra metade juntar.

Trouxe pureza d’alma
Ao cobrir-me com as forças da natureza
Mata, água, fogo, vento
Em vulcão de energia.


Tempo foi contando tempos
Seres se aproximando; outros se afastando;
Numa prova de vontade e afirmação.
Noites serenas, dias tormentosos,
Marcas tatuadas no interior do Ser.

Mas a metade de outra alma
Outro momento vivenciava
Direções às vezes opostas e por vezes paralelas
Magnetizando uma aproximação.

Ambas as almas no tempo dos tempos
Carregadas de conhecimento e valores
Definidas, em nada esconder
Juntaram-se num elo,
Acordaram-se num desejo.

E um amor aflorou

As metades se acoplaram
Numa mistura homogênea
Onde a separação somente
A Deus pertencerá.

mochiaro

domingo, 29 de maio de 2011

Meditação


Meditação

Hoje eu entro no campo da meditação
Colho momentos presentes e passados
Semeio momentos futuros
Nessa terra adubada de amor
Rego com o choro da saudade
Aguardo o fruto da esperança
No perfume que se planta

E nesse meio rendo-me a natureza
Fértil e aconchegante
Onde moro envolvido
Pelos verdes verdejantes
Nos amarelos das flores
Beijadas pela sutileza de outras cores
A florir num todo meu sentimento explodido

E me sinto criado e criador
Onde me foi ofertado o dom da poesia
Livre como os pássaros gritantes

Criado pelo Grão Mestre a me ofertar o direito
De me pertencer ao meio poético
De tantos e tantos escritos
Num fervilhar de palavras em versos

Criador em ter emoldurado
Com a perfeição de artesão
Uma imagem sem par

A morar num reino encantado
Onde sou um eterno servidor
A cortejar seus encantos encantados

ONTEM, HOJE E O AMANHÃ

mochiaro

sábado, 28 de maio de 2011

Nada @ Tudo



Nada & Tudo

Pela manhã,
vi você sentada no sofá
com olhar perdido.
E diante de si,
uma mesa e sobre ela
um vaso com flores artificiais,
um jornal desfolhado,
umas revistas e um copo vazio.
Acima um quadro de natureza morta;
e, era tudo e ao mesmo tempo era nada.
Passei e voltei
outras tantas vezes diante de ti.
E, nas idas e vindas
ao mesmo lugar eu retornava voltando ao nada.
Ativando minha curiosidade
onde um tudo se tornara um nada
resolvi indagar.
Algum problema?
Nada... foi à resposta.
E o nada se tornou um tudo.
Levantou-se e foi dormir.


mochiaro